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Após ataque, criança tem a face reimplantada

Um menino de dois anos é atacado por um pitbull e tem o lábio superior, as bochechas e parte do nariz arrancados na mordida. O avô avança sobre o cão e consegue fazê-lo soltar o retalho de pele, músculo e cartilagem.

Sangrando muito, a criança é levada pelos avós a um posto de saúde próximo. Lá, os médicos acionam o helicóptero Águia da PM. A avó se lembra, então, de que um pedaço do rosto do neto havia ficado no local do ataque, e o avô corre para buscá-lo.

Meia hora depois, o garoto já está no Hospital das Clínicas de São Paulo sendo preparado para o reimplante de parte da face mutilada.

Tudo nesse tipo de cirurgia é micro. As artérias e veias do menino mediam 0,7 mm e 0,3 mm, respectivamente, e o fio usado para suturálas era dez vezes mais fino do que um fio de cabelo. A operação foi feita com microscópio que amplia o campo em 20 vezes.

“São instrumentos delicados, e as estruturas são muito pequenas. Foi glorioso termos encontrado veias. Isso é raro”, explica Rachel.

Três dias após a cirurgia, Murilo teve de ser reoperado porque o implante começou a necrosar. “Às 11h, ficou roxo. A gente abriu os pontos e raspou”, diz Barreiro.

Segundo Rachel, as condições clínicas do garoto favoreceram o problema. “Ele estava anêmico, e o tubo da respiração tinha saído da posição certa. Isso instabilizou a parte mais sensível do corpo, a área do reimplante.”

FAMÍLIA

Depois do susto, a recuperação de Murilo segue sem sobressaltos. “Os médicos nos prepararam para o pior. Mas a recuperação foi assombrosa”, diz a mãe, a dentista Helen Rocha, 25, que estava trabalhando no dia do ataque.

Ela mora com o filho na casa dos pais, que fica num condomínio em São Bernardo do Campo (ABC). O pitbull era do vizinho. “Já tínhamos reclamado, mas ele não tomou providências.” O dono do cão está sendo processado.

Na hora do ataque, Murilo e o avô, Walter Rocha, estavam na área externa do condomínio. “Quando vi, o cachorro estava com o rosto do meu neto dentro a boca.

Tentei abrir os dentes dele, mas o bicho tinha muita força. Quando soltou, o pedaço [do rosto] caiu da boca dele.”

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Dra. Rachel Baptista
Dra. Rachel Baptista
Rachel Baptista é formada e pós-graduada pela USP, com especialização e experiência reconhecida nos maiores centros de reconstrução plástica do mundo. Participação nas reconstruções de face e membros mais importantes do Brasil.

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